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Arquitetura & Design / blog  / Edifício Carlos dos Reis, Lisboa
Simulação da fachada à noite

Edifício Carlos dos Reis, Lisboa

Simulação da fachada à noite

  O edifício a reabilitar localiza-se na Rua Carlos dos Reis em Lisboa, num quarteirão das Avenidas Novas e carateriza-se por uma linguagem arquitetônica típica das primeiras décadas do século XX.
A intervenção consiste na ampliação de 1 piso e na alteração de uso da loja do piso térreo para habitacional. Pretende-se reabilitar dois apartamentos existentes com tipologias habitacionais T2 e reformular todo o interior, repondo a configuração original. De forma a reunir as condições de habitabilidade necessárias ao piso a ampliar, propõe-se que a sala do apartamento T2 fique orientada sobre a fachada principal e com uma pequena Kitchenette. Em relação ao r/c, propõe-se também um apartamento T2, com os quartos voltados para o logradouro na fachada tardoz e a sala com Kitchenette voltada para a fachada principal.

Todo o edifício recebe um tratamento a nível da remoção de elementos dissonantes, tais como telheiros e materiais não originais, repondo-se o desenho inicial. Na fachada tardoz as marquises serão removidas, criando-se um alçado depurado, devolvendo as varandas ao seu desenho original. Os vãos das janelas serão todas substituídos por caixilharia de alumínio com corte térmico e a fachada revestida a azulejo tradicional 10 x 10 cm na cor verde  claro, com junta desencontrada de forma a melhorar a durabilidade e limpeza dos materiais, evocando, todavia, a manualidade dos processos tradicionais.

No piso a ampliar serão colocadas portadas deslizantes em chapa de aço galvanizado, com desenho realizado a corte a laser, que permitirá a entrada de luz interior das salas. Será adotado o mesmo princípio no apartamento do piso térreo e nas balaustradas das varandas.

Arquitetura: Nuno Ladeiro & Carmo Branco, arquitetos

Colaboração: Diogo Malanho / Barbara Raimundo 

Simulação 3D da fachada Tardoz

O edifício que foi construído em 1932, pertence a um período em que a “Vanguarda” e “Nostalgia” evoluíram para uma ambivalência de gostos e mentalidades que fez com que, nas Avenidas Novas, os edifícios desta época se apresentassem, com fachadas distintas. A introdução do estilo Art Déco de influência Francesa tornou-se dominante em muitos edifícios, no entanto, a caraterística predominante das ruas como a Carlos dos Reis, são as fachadas de geometrização e simplificação das formas.
O edifício objeto de intervenção não tem grande expressão arquitetónica.Confina com edifícios de épocas distintas, tendo inicialmente sido construído apenas com 2 pisos e posteriormente em 1961 passou a ter 3 pisos. A fachada de frente de rua é homogénea e simétrica, constituída no rés-do-chão por duas portas e uma janela central.

Na fachada tardoz atualmente bastante descaraterizada, propõe-se uma estrutura adoçada à fachada para colocação de portadas de abertura deslizante em fole de chapa metálica perfurada, sendo estas em alumínio anodizado ao natural, de modo a proporcionar maior privacidade aos moradores do edifício. Mantêm-se as varandas existentes mas com uma nova configuração, procedendo-se reposicionamento das instalações sanitárias, que atualmente se encontram nas varandas e acrescentando uma nova varanda ao piso 3 e ao piso amansardado.

A fachada tardoz assume toda a modernidade, com a introdução desta 2ª “pele” constituída por uma estrutura de aço, que proporciona maior intimidade às varandas, com portadas perfuradas em alumínio anodizado à cor natural.  A cobertura da mansarda será para revestir a chapa zinco com junta agrafada. Será a duas águas e está de acordo com o Plano Diretor Municipal de Lisboa.

No que respeita à volumetria, propomos o aumento da altura da fachada de 2,55 m, com o aumento da Cércea de 97,00 m para 99,55 m, mantendo assim, o alinhamento com o edifício contiguo em conformidade também com o PDML.

No piso 1 mantem-se o alinhamento de vãos, com duas janelas, uma varanda com janela de sacada central com repetição no piso 2.

A linguagem arquitetónica usada respeitará as proporções, escalas, ritmos e alguns materiais, contudo com uma abordagem mais contemporânea no alçado tardoz, uma vez que este alçado se relaciona com os restantes edifícios, todos eles mais descomprimidos, permitindo assim a combinação do existente com a contemporaneidade, maximizando o aproveitamento da luz e inserção de portadas que permitirão maior intimidade, pela proximidade dos edifícios contíguos.
A introdução do azulejo tradicional cor verde no alçado principal reforça e contextualiza, o edifício com a morfologia arquitetónica das Avenidas Novas, de cariz Art Deco.

A ampliação do edifício em mais um piso e uma mansarda, destina-se a dois apartamentos tipologia T1 em dúplex, uma vez que de acordo com o Traçado C do PDML no Artigo 42º, nº 6, alínea a) e b) “ nos edifícios de tipologia em banda, a altura máxima da fachada deverá obedecer ao nivelamento das alturas das fachadas existentes na envolvente”.

Maquete
Maquete
Desenho Técnico

Planta do 3º piso