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Chapelle de Notre Dame du Haut” em Ronchamp.

A expressividade da forma arquitetónica

Arquiteto, pintor, teórico, de “ temperamento de relógio Suíço” e também de “pintor abstracto; maníaco da codificação e propagandista de extraordinária versatilidade; categórico criador de esquemas ,…egocêntrico, sarcástico e lírico…”(B.Zevi, 1950),  Le Corbusier, é uma figura indiscutível da cultura arquitectónica contemporânea.

Chapelle de Notre Dame du Haut” em Ronchamp.

A Chapelle de Notre Dame du Haut em Ronchamp (França) é uma obra prima de Le Corbusier e um dos melhores exemplos da forma expressiva na arquitetura

Charles-Edouard-Janneret, “baptizado” mais tarde de Le Corbusier, é uma figura indiscutível da cultura arquitectónica contemporânea.  O seu percurso encontra raízes na rápida transformação das formas das Belas Artes, na experiência das formas cartesianas e ortogonais, como testemunham algumas das obras mais significativas deste período e na qual se insere a capela de Ronchamp.

A capela  de Ronchamp, de um ponto de vista formal, evoca a cultura arquitetónica mediterrânica e conjuga-a com a forma orgânica da carapaça de um caranguejo. Le Corbusier explora o conhecimento adquirido nas visitas efetuadas aos países da bacia mediterrânica, entre outros, o sul de Itália e a Argélia, e associa as formas das habitações M’zab do sul da Argélia com as formas orgânicas das pedras funerárias da Sardenha.

A casa Dom-ino de 1914 e a casa Monol de 1919, marcam uma etapa importante de pesquisa em torno da poética purista. Entre estes dois períodos destacam-se as experiências nos estudos de arte decorativa com l’Eplattenier, a aprendizagem no gabinete de Perret, a viagem à Alemanha, o encontro com o arquiteto alemão Peter Behrens, a viagem ao Oriente através de Viena e dos Balcãs e ainda, a visita a Itália. É nesta viagem a Itália, que surge o interesse pela habitação colectiva, posto à prova, no projecto Immeuble-Villas de 1922 e nas Unités dos anos sucessivos.

A cobertura em betão armado recorda a forma orgânica de um crustáceo e assinala a arquitetura brutalista do pós guerra

Em 1916, Le Corbusier vai viver para Paris, abre o seu gabinete e encontra o pintor A.Ozenfant com quem funda o movimento Purista. Entre outros projectos não realizados, destaca-se o sistema Dom-ino, no qual a atracção figurativa, funcional e técnica funde-se numa única solução estrutural. Este projeto, reelaborado para fases sucessivas com a ajuda de Max Du Bois, constitui a primeira concretização da “planta livre”, o momento mais importante de toda a pesquisa corbusiana.

O lanternim da capela tem a inspiração formal nas estelas funerárias da Sardenha

Estelas Funerárias da Sardenha

 

Le Corbusier projeta ao longo da sua vida de acordo com o Modulor que é uma Teoria das Proporções baseada na divisibilidade do corpo humano em proporção harmónica. A partir da altura máxima de ocupação de espaço pelo corpo humano (distância do chão às pontas dos dedos com o braço levantado) e da metade dessa altura, Le Corbusier criou duas séries de valores em relação à secção áurea, obtidos a partir da divisão harmónica desses comprimentos, que constituem uma gama de medidas humanas suficientemente variada para que não se justifique recorrer na prática a quaisquer outros valores.

Interior da capela com destaque para os vitrais na parede, numa composição aparentemente aleatória.

O modulor foi um sistema de proporções que surgiu para converter ao sistema métrico decimal as unidades de pés e polegadas. A principio Le Corbusier partiu da estatura média do homem da Europa (1,75 m) para determinação dos valores numéricos dos vários comprimentos e mais tarde alterou a medida para (1,83 m).

Desenho de Le Corbusier do interior da “Chapelle de Notre Dame du Haut”